Por trás do biquini também bate um coração

O que mais existe por trás do biquini?

Ah, coração.

Cantado, versado e prosado, o coração feminino é o último mistério a ser revelado: é o monolito do Kubrik, é o 42 no Mochileiro das Galáxias, é o que rima com paixão na letra do pagode, o que não rima com nada que a gente não queira.

Mas coração não é só metáfora. É real:  um órgão, um músculo, com ventrículos e aortas. Ele bombeia o sangue para o seu corpo. Não há vida possível se ele se recusa a bater.

E é por isso que a dona Lu convocou essa blogagem coletiva: mulherada anda esquecendo que coração é de verdade, coração envelhece, adoece, sofre, dói – e tudo literalmente. Talvez seja por que tradicionalmente as doenças cardíadas sejam associadas ao mundo masculino.  Mas infelizmente, desde de que a Peggy de Mad Men pisou nesse mundo, estresse no trabalho, tabagismo e sedentarismo não são exclusividade dos homens.

Estudos indicam que 1 em cada 5 mulheres está propensa a desenvolver problemas cardíacos. E como fazer para evitar esse prognótisco? Acho que todo mundo já sabe que o combo não fumar, boa alimentação e prática regular de exercício é a resposta. Mas falar é mole, fazer é que são elas.

Quando mudei pra Sampa engordei quase 10 kg. Simples assim, de 59kg pra 69kg em 4 anos. Como isso aconteceu? Simples, no Rio eu era uma garota ativa, que fazia academia 3 vezes na semana e comia a comidinha de mamãe que é super saudável. Em São Paulo o estresse de não conseguir trabalho, aliado as comidas deliciosas da cidade me jogaram ladeira abaixo. E esse ano eu resolvi tomar uma atitude.

Voltei a correr e a preparar minha própria comida. O home office ajudou, pois como não tenho carro, era um saco carregar a marmita no ônibus. Em seis meses eliminei 8kg, participei de duas provas de corrida, e tava bem satisfeita comigo mesma exceto pelo famigerado cigarrinho.

Confesso, fumava muito pouco. Nunca durante a semana, só quando bebia. Nunca tinha um maço em casa e quando dava vontade, filava sem dó nem piedade do fumante que estivesse por perto. Mas em uma visita na minha médica ela falou que em algumas mulheres esse hábito pode ser mega nociv: quem só fuma quando bebe acaba fumando MUITO durante as festas, dando um choque de nicotina no organismo que é como se você fumasse todos os dias! Então, dá pra perceber que não é uma atitude inteligente.

Tem um mês que parei de fumar.  A dica mais preciosa que me deram foi: encontre prazer naquilo que te faz bem, e não naquilo que te faz mal. O prazer é muito associado ao proibido e a culpa, só que não precisa ser assim, o prazer pode ser uma coisa mais solar, alegre. Que tal colocar o seu prazer um pouquinho na saúde? Não é pra ser chato, é pra ser prazer de verdade. Ou vai dizer que é ruim sair um pouco do computador e ver o sol lá fora? Ou sentir o cheiro do cabelo gostosinho de xampu ao invés de fumaça?

E tudo isso trás uma recompensa, que é poder viver mais e melhor com a quem tá dentro do nosso coração. Dessa vez com metáfora liberada. :)

3 Responses to “Por trás do biquini também bate um coração”

  1. Lucia Freitas disse:

    Renata!
    Que dica sensacionalmente maravilhosa esta do cigarro!!! Adorei!
    Valeu por participar, viu, querida? beijo

  2. [...] Por trás de um biquíni também bate um coração, da @LetraPreta [...]

  3. @lilibollero disse:

    Adorei. Rê! Exemplos como o seu me faz correr atrás do prejuízo quando troquei de cidade também! beijos

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