Não chame a coleguinha de puta

Val Marchiori é uma perua, que  é casada com um bilionário dono de frigorífico. Seu sonho é ser famosa, e para isso, batalhou uma vaguinha como repórter do programa Amaury Jr. O marido-empresário já confidenciou para os amigos que, em média, a esposa lhe custa duzentos mil reais por mês. Ela anda de jatinho, carro blindado, tem maquiador particular e um dos seus filhos se chama Eike em homenagem ao Eike Batista. Para suprema inveja de suas colegas quatrocentonas, Val saiu na capa da Vejinha exalando todo seu glamour.

Bastou a revista sair pra um monte de gente começar a falar mal da perua. Algumas internautas insinuaram que Val por ter declarado trabalhar como modelo na Itália, era puta. Afinal, modelo na Itália é carimbo de puta e todo mundo sabe disso. A Lady Rasta que é uma mulher esperta acabou catando essa matéria, onde o passado de Val é revelado: antes de se casar com o bilionário ela era uma empresária arrojada, num meio bem hostil para mulheres, bem sucedida e já rica.

Méritos e discussões à parte sobre o lifestyle da nova socialite paulistana, o que me chamou a atenção foi a pressa e a certeza com a qual várias pessoas taxaram Val Marchiori de puta. Afinal, por que nós mulheres temos essa mania horrorosa de ofender outras mulheres quando estas nos desagradam?

Puta, vadia, vaca gorda, piranha. É como se qualquer mulher que não estivesse dentro dos padrões do que achamos aceitável, ou dos limites que pautamos pra nós mesmas, merecessem a pecha. Anos atrás as mulheres tinham que ser recatadas, versadas nas artes do lar, se guardar pro casamento, fora disso, era tudo “perdida”. Puta mesmo, só as profissionais. Hoje, qualquer mulher que opte por usar um fio dental ou assumir que quer ser sustentada pelo marido pode ser chamada de puta sem a menor cerimônia. E como os limites estão mais elásticos, o xingamento ficou mais incidioso.

Por isso eu gostaria de lançar aqui a campanha NÃO CHAME A COLEGUINHA DE PUTA. Já não basta todos os homens que nos chamaram de putas anos a fio quando  vêem que temos nossa própria agenda pessoal e sexual, já não bastam todas as fofoqueiras de portão que nos chamaram de putas por que chegamos tarde e de pileque em casa. Agora chega, não é?

Chamar outra mulher de puta não mostra só sua raiva e desaprovação por aquela mulher. Mostra também o seu preconceito. Muitas profissões usam o corpo para conseguir glória, fama e dinheiro. Atletas e modelos, por exemplo. Todo mundo usando o corpo para o gozo público. Mas só a puta merece ter a profissão como sinônimo de conduta amoral.

Convoquei no twitter e no facebook para que mulheres em contassem histórias onde elas foram chamadas de putas, ou chamaram outras mulheres de putas. Algumas histórias são engraçadas, outras, muito tristes. Selecionei algumas, preservando a identidade das envolvidas. Obrigada a todas.

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“Certamente não foi a única vez (que fui chamada de puta), mas foi a única em francês. Na fila do táxi, dando abraços pudicos no meu namoradinho à época, e uma louca começa a gritar que eu sou uma puta e que tinha que ir para os campos, porque estava agindo como uma cabra no cio. Sim, cabra.

Afinal, exercer sua sexualidade e afeto, mesmo de forma recatada é uma coisa de bicho. E quem não consegue controlar sua periquita em público? Putas, claro!

“Eis que pouco tempo atrás, estava chegando aqui em casa quando fui contornar uma pracinha e um carrão veio na contramão. O cara veio prá cima com o carro e queria que eu desse ré para ele passar. Eu apontei a placa e disse a ele que ele estava na contramão. Ele acelerou ameaçando, eu retirei a chave da ignição e mostrei a ele, e perguntei na maior calma: O Sr. está com pressa? Entao, eu não tenho pressa alguma, posso passar o dia aqui esperando o Sr. tirar o carro… e aí ele começou a gritar pela janela: puta, piranha, vagabunda… eu não me contive, coloquei a cara prá fora e gritei : Sou mesmo e dou muito, por isso que não fico nervosinha no trânsito. O Sr. devia também experimentar!”

Deviam proibir putas de tirar carteira de motorista…

“Eu já tava noiva do G., quando a mãe dele disse que não queria que eu dormisse mais no quarto dele quando fosse visitá-lo (ele morava em outra cidade). Disse que sentia como se estivesse colocando uma puta pra dentro de casa, que dormia com um cara que nem era casada ainda. Puta por puta, fiquei mesmo puta e fiz um puta barraco. Quando nossa filha nasceu foi até difícil de olhar na cara dela. Agora tá tudo bem, mas ficou uma mágoa.”

Afinal a puta da noiva ia transar sozinha, sem nenhuma participação do casto filho dela.

“Eu e o D., a gente morava junto, eu tinha feito minha mudança pra casa dele a 2 meses só quando descobri que ele estava transando com uma aluna da faculdade. Pensei em armar o flagrante, pq sabia que eles iam pra nossa casa quando eu tava na aula do mestrado. Mas como já tinha os emails na mão, decidi não ver, não me humilhar. Um dia fui no estacionamento da faculdade e risquei o carro dela com um prego. Escrevi Puta na lataria toda, risquei vidro (…) se eu tivesse um litro de gasolina colocava fogo. Fiquei vendo ela chegar, olhar o carro. Ela começou a chorar muito, muito. Eu fui embora, me sentindo vingada, mas com um gosto ruim na boca, sabe? Depois de uns dias peguei minahs coisas e fui embora da casa do D., nem falei nada. Mas me senti muito mais humilhada do que se tivesse visto mesmo os dois né? Me senti muito mal.”

Queria saber do que o namorado traidor foi chamado…

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A Tina Fey tem um recado para vocês:

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Você conhece a Slut Walk? A “Marcha das Vadias” vai ter edição no Brasil.

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Agradecimento especial pra @rosana que me ensinou a embeddar só um trechinho do vídeo. :)

39 Responses to “Não chame a coleguinha de puta”

  1. C. disse:

    Será que ainda cabe um depoimento?

    10 anos atrás, meu irmão descobriu antes da minha mãe que eu havia perdido a virgindade – leu um diário que eu mantinha na época (pra chegar até ele, perscrutou as minhas coisas, ficava tudo muito bem escondido). Daí em diante, foram 3 meses de tortura psicológica.

    Chegava em casa e, já de início, era chamada de todos os nomes – puta, inclusive, era dos mais bonitos. Se eu pegasse alguma coisa pra comer, ele tomava da minha mão e dizia: “Puta não tem que comer”. Fugia pra casa da minha avó, que fica na mesma rua, pra ver se comia alguma coisinha. Com isso, emagreci e cheguei a pesar 49 quilos (tenho 1,70).

    De madrugada, acordava com ele mexendo nas minhas coisas, dentro do meu quarto. Se eu reclamasse, por isso ou por qualquer outra coisa, ele me xingava e começava a ameaçar contar pra todo mundo:

    “Imagina o que a vó vai pensar. Coitada, ela tem uma neta puta e nem sabe.” “Imagina o vô, todo machão, sabendo que tem uma neta sem valor, que anda por aí transando.” “Contei pros meus amigos da escola, e eles também te acham uma cachorra.”

    Eu tinha 17 anos e muita, muita vergonha de repetir os nomes dos quais ele me chamava; além disso, tinha medo de ser condenada pelas outras pessoas também. Minha mãe percebia que tinha alguma coisa estranha acontecendo, mas colocava uma discreta lenha na fogueira – por querer saber o que estava acontecendo ou por negligência mesmo, não sei. Eu estava, portanto, completamente indefesa: emagrecendo a olhos vistos, emocionalmente frágil e com muito medo e vergonha.

    Um dia, de madrugada, ele estava me xingando e ameaçando, quando minha mãe abriu a porta do quarto e gritou: “O que é que eu não posso saber?”. Foi uma noite de julgamento familiar, e a condenada, claro, era eu. Depois disso, pelo menos, o calvário acabou.

    Tentaram me convencer de que eu estava errada por manter um caderno, um diário (coisa de adolescente e importantíssima pra mim, que sempre gostei de escrever), e escrever tudo que se passava na minha vida daquela maneira. Acreditei nisso por muitos anos… Hoje acho que ele estava errado por mexer nas minhas coisas, por ler, por me condenar e me ameaçar por tanto tempo – eu, que tinha cometido apenas o horrível crime de perder a virgindade com meu namorado.

  2. Iara disse:

    C.

    Toda a solidariedade do mundo a você. É por causa de histórias como a sua, que infelizmente são mais correntes do que gostaríamos, que eu sou feminista.

  3. Sandra disse:

    Infelizmente, acho que o vídeo não está funcionando.

  4. Adorei o post, Renata. É bem interessante notar em alguns dos depoimentos que a culpa sempre recaía na “puta” da mulher, e nunca no cara com quem ela transava. Quem merece punição por fazer sexo é a mulher, não o cara. Especialmente no caso da traição, em que a moça teve seu carro riscado… enquanto quem estava traindo era o cara!

    O depoimento da C. nos comentários me partiu o coração. A situação parece ter sido tão horrível que é quase surreal, impossível. Não consigo imaginar nem entender como é que um irmão pode fazer isto, quer dizer, até o irmão se sentia no direito de reclamar a posse do corpo da irmã, de modo que ela deveria ser punida por ter perdido a virgindade? É sério, eu não entendo, o que ele ganhava com isso? É um quadro estarrecedor, cruel e sádico do machismo. E sem nenhum sentido. Sinto muito por vc ter passado por isso, C.

  5. Ah, Renata, vc falou da SlutWalk no final do post. Não sei se vc deixou qualquer opinião pessoal sua sobre isso de fora de propósito, mas queria saber qual ela é =) Vc viu o post no Krasis sobre isso? http://krasis.wordpress.com/2011/05/16/reconsideracoes-slutwalk/

  6. Ad disse:

    Essa história que a C. contou me indignou muito!!!!!!

    Eu espero que nos dias de hoje você tenha a decência de não dirigir a palavra pra esse retardado que é seu irmão, perdoe o xingamento. Se ele é alguma coisa, é no mínimo um covardão e, sobretudo, deve esconder as falcatruas dele pra ficar tão exacerbado com seu diário.

  7. Leli disse:

    Olá Renata,
    gostei muito do post e fiquei mesmo muito comovida com a história da C. Eu, como sempre fui muito revoltada, com certeza teria logo aberto a história pra minha mãe e dado umas porradas no meu irmão. Não consigo aceitar estas coisas e acabo partindo pra briga, literalmente. Sei que não é legal! Além do que, muitas vezes acabo ficando em desvantagem, mas estou trabalhando isto para superar situações assim na moral e com classe.

    Quanto ao termo Puta, realmente não gosto dele nem para as profissionais. Com certeza já fui chamada de puta, mas apenas uma vez me causou muita raiva e a resposta foi um bofetão na cara do ex-namorado. Foi uma explosão! Fiquei cega na hora e sentei a mão sem pensar, porque ele foi machista e cruel comigo quando me xingou de vagabunda. E o que eu tinha feito? Apenas, assim como ele, havia elogiado um professor meu. Veja bem, apenas tinha dito que de todos os meus professores apenas um era bonito e eu pudesse sentir atração.
    Com certeza também devo ter usado o xingamento contra alguém, embora seja algo raro, pois normalmente chamo de vaca. Simples assim! Deve ser porque minha mãe me criou para não dizer palavrões e eu acostumei.

    O que vejo é que algumas pessoas usam o Puta como um meio de se identificar como tribo. Isto acontece com um grupo de garatas da academia aonde faço dança do ventre. Aliás, outra coisa que se tu fala pr’algum homem ele já fica tendo ideias e pensando que tu faz a dança dos 7 véus em toda a esquina! Então este grupo se trata abertamente de “charmuta”, que segundo uma outra colega de origem árabe, o povo lá no Oriente Médio, ou pelo menos na Jordânia, país de origem dos pais, é pior que puta. Quer dizer, o xingamento charmuta é pior que puta! E ainda assim elas gostam de ser chamadas assim.

    Enfim… eu não gosto, não só por ser um xingamento, mas por ser machista, por ser uma forma de dizer que eu não tenho direito sobre meu corpo, meu desejo ou minha forma de me expressar.

  8. Rafael disse:

    Excelente texto Renata. Peço a licença para reproduzir o titulo no meu blog ( com os devidos creditos a vc) e falar do assunto, muito perspicaz.

    Gostei demais da sua narrativa, da sua forma clara e objetiva de escrever…volto mais veze spara acompanha-la.

    abraço.

  9. Pat disse:

    Renata me desculpe mas a coleguinha Val merece sim o nome de Puta, pois ela não só merece como é,,Um mulher que desfez centenas de lares e casamentos merece um P de puta maior ,,uma mulher que para poder ganhar fama e dinheiro tem que separar casais com sua infidelidade,,portanto não podemos defender a coleguinha pois o passado dela no Paraná e o da mamãe dela também não é nada boniito,,,,

    • Não me interessa o passado dela no Paraná ou em qq lugar que seja. O que importa é que quando uma mulher chama outra de puta está legitimando uma série de práticas como agressão, estupro, desrespeito.

      Quando as próprias mulheres não erspeitam outras mulheres, temos um problema.

      Você tem provas do que diz? E mesmo se tivesse, o que você tem a ver com a vida particular, íntima e sexual de alguém? Mais: quem te outorgou o direito de julgar e condenar alguém sem provas, apenas na base da especulação e condenar alguém xingando de puta? Entendeu?

      • Dani disse:

        Sabe…tem mulher que é triste mesmo. Que vai, que mira um alvo e pensa realmente em ferrar com a vida de alguém. Assim como existem homens do mesmo jeito. Mas ainda me admira o fato de ser usado, genericamente, o “fulana acabou com CENTENTAS de lares”. Essa Val não deve ser puta. Deve ser um Tsunami, um furacão..CENTENAS DE LARES, vejam vocês! E as centenas de homens envolvidos com ela – SE FOR O CASO – simplesmente não são nada. São vítimas que não tiveram poder de escolha e ficaram petrificados pelo olhar de Medusa dessa mulher?

        Quantas vezes nós mesmas não fazemos isso, digo…culparmos outros (no caso, outras) pelas frustações que, às vezes, já sabemos que vamos ter?

        Renata, excelente seu texto. E Puta, agora, só quando elogio!

        • Lua disse:

          Queria ver se isso acontecesso com alguma de vcs. A outra paga para aparecer em revista nacional dizendo que é casada com o seu marido. Quero ver vcs terem que enfrentar a fofoca de uma cidade inteira. ter que olhar para os olhos dos teus filhos que perguntam: Ué mão? Mas não é vc a mulher do papai?

          Fácil pregar quando a desgraça está no pasto alheio. Acho tão hipócrita quanto julgar alguém.

          • Manu disse:

            O problema aqui, imagino, não é com o fato de ser ou não ser humilhante para uma mulher ser traída e todo mundo ficar sabendo ( porque com serteza é humilhante). O problema, é quem, como sempre, recebe a culpa e a cruz da condenação social. Ela pode ter pegado centenas de homens casados, como a colega disse, mas mesmo assim, quem é o conjuge infiel na história?? O marido que ela pega. E o que acontece com ele?? Se bobear ainda vira vítima também. Quem deve fidelidade à mulher, é o marido, não a amante (embora eu seja contra se relacionar com pessoas casadas, independentemente de essa pessoa ser homem ou mulher). Quem deve carregar a cruz da condenação social é ele. Até poruqe, consideremos a situação ao contrário. Digamos que um homem apareça em revista nacional dizendo que é o marido da mulher de alguém. Quem vc acha que seria condenado e xingado?? O homem que foi à revista, ou a mulher do corno?? Pois é. E, como sabemos, o cara que pegou a mulher do outro ainda vai ficar com uma fama super boa de pegador, garanhão, conquistador da mulher alheia e etc e tal.
            O problema, para mim, é esse!!!

      • Neya disse:

        Uma mulher que não respeita ou não entende o que é a vida real, onde a mulher tem que lutar em dobro p/viver, simplesmente, imagine se vai entender e respeitar alguém que consegue sair do anonimato – admiro sim, a Val – ela soube buscar e se colocar em destaque, todos têm o direito de lutar, só alguns conseguem….

  10. Letícia disse:

    Vim só dizer que dói em mim a história da C. Meu Deus, o sofrimento que as pessoas infligem umas às outras!!
    Não tenho o costume de xingar de puta, só de filho(a) da puta. Machista tb, pensando bem. Mas é só uma expressão de raiva, não um julgamento moral da pessoa que me inspira raiva.

  11. Menina, adorei seu texto! Finalmente alguém fala sobre isso, que sempre percebo e detesto. Essa mania que as mulheres tem de avacalhar mesmo as outras. Tantos posts que leio assim. Me dá uma tristeza imensa, porque desse jeito só conseguem que os homens sejam cada vez mais valorizados e as mulheres cada vez mais tendo pouco valor.

    Vim pelo blog do Rafael e amei!

    Beijocas

  12. eu devo ter sido chamada de puta quando troquei um marido caseiro por um roqueiro 10 anos mais novo…rs
    só que existe um problema de semântica do uso dessa palavra, porque puta é aquela mulher que vende seu corpo, ela recebe por isso.
    exite essa diferença entre puta e vadia, a que dá pra qualquer um…rr

  13. [...] o alto preço de nossa liberdade. Uma liberdade que ainda não existe para todas. Então, bitch, não chame a coleguinha de puta, ok? [...]

  14. Sibele disse:

    Engraçado, se tem a puta, tem o cara que aceita a puta, sendo ele casado ou solteiro, usufrui da puta, sai, transa, aproveita e esse cara é o que? A puta desfez lares? “Hello”. Esses cretinos que acabam seus casamentos por causa de putas são o que???
    Ninguém faz nada sozinho, tem que ter alguém no mesmo nível pra ajudar na putaria, rsrsssssssss.

  15. [...] algum momento, quando ousamos ser quem somos, fazer o que desejamos. Essa palavra está marcada em nossas histórias pessoais e até mesmo nas novelas. Slutwalk em Boston. Foto de Nina Mashurova no Flickr, em [...]

  16. Evaldo ulinski disse:

    A respeito da materia , tenho os seguintes comentarios a fazer :
    Val Marchiori nao é minha esposa . Sou casado com Nylceia Felippe Ulinski desde 5/9/1970 .
    Esta sra nao me custa r$200.00,00 por mes, apenas pago pensao alimenticia aos 2 menores . O reconhecimento foi feito apos exame de DNA .
    Essa sra realmente tem um passado de relaçionamentos com homens casados .
    Ela nao era , como a reportagem diz , uma empresaria bem sucedida . As empresas que ela criou e participou fracassaram .
    A revista Veja SP publicou carta com parte desses esclarecimentos .

    Evaldo Ulinski

    • Cristiane disse:

      Sr. Evaldo, seus comentários são no mínimo curiosos acerca da sua própria história de vida, que também tem um passado de relacionamentos com mulheres jovens e loiras, um comportamento que não condiz com alguém que se diz casado há 41 anos com uma morena tão afeita a colunas sociais quanto a Sra. Marchiori. Os dois “menores” são são filhos, seus legítimos filhos, tão seus filhos quanto os que sao fruto do seu casamento. Se quiser a verdade, acho tudo uma grande putaria, por todos os lados. Falando com sinceramente, o sr. trocou seis por meia dúzia. Melhor parar de faezr papel de besta e mandar todos as envolvidas fecharem o bico (incluindo notinhas usando seu nome), senão a putaria não acaba nunca. Quem paga a conta diz a hora de levantar da mesa.

      Meretrícios cumprimentos.

    • Lucas disse:

      Sr. Evaldo… Relacionamento com Ç é D+… com certeza merece perder todo seu dinheirinho….

  17. [...] É por isso que exijo respeito com as mulheres, com todas as mulheres do mundo. Ninguém sabe as razões de ninguém, e não podemos julgar as ações alheias. É por isso que adotei a campanha ” http://www.renatacorrea.com.br/nao-chame-a-coleguinha-de-puta. [...]

  18. Chicao disse:

    Gostaria de deixar uma opinião, chama uma garota de programa de puta é uma ofersa, garota de programa são mulheres que cobram pelo serviço prestado com seu corpo, sem fingi sentimentos apenas profissionalismo, adoro garotas de programas, puta é o pior que se pode dizer de uma mulher, é aquela que dar golpe do famoso, do roqueiro, do jogador, pensão. desta tenho pena, mais até dos otários que caem no conto delas, mesmo porque nas putas não esta escrito puta, o que esta é faltando mesmo é mulher de verdade, trabalhadoras, vencedoras, honestas, sei lá é isso ai…

  19. Larah Dorion disse:

    Olá Renata,

    Realmente humana e comoventes são as suas observações e seu texto.
    Sim, devemos nos respeitar como mulheres e acima de tudo, como seres humanos.
    A classe feminina é muito desunida…o que é certamente uma pena e uma grande perda pra todas nós. Isso poderia mudar, aproveitar que o mundo tem sido frequentemente dominado por mulheres em todas as àreas, sejam das mais humildes até a presidência de um país.
    Isso me lembra uma piadinha sobre a diferença entre homens e mulheres:
    “Eis a diferença entre homens e mulheres, através de um par casados…Quando um deles dorme fora de casa após uma festa..
    O homem liga para 10 amigas da esposa pra saber onde passaram a noite; 08 afirmam que não estiveram com ela, 01 diz que a deixou em casa cedo e a última diz que não lembra com quem saíram no final da festa.
    A mulher liga pra 10 amigos do marido; 08 dizem que estiveram com ele sim e que dormiu na casa deles porque voltaram de taxi por segurança, 02 dizem que dormiu lá também e que inclusive estão lá ainda……
    Resumindo:
    Homens – Eita raça desorganizada!!!
    Mulheres – Eita raça desunida!!!

    Essa é a grande diferença. Homens são muito unidos e dificilmente flam mal um dos outros, inclusive no que diz respeito à sexualidade ou até a famosa “galinhagem” deles.
    Mulheres, sempre falam mal, criticam e quando uma delas se envolvem em adultério é julgada pelo grupo feminino e exposta a comentários vexaminosos.
    Vejam, meu namorado tinha uma ex que o traiu com um rapaz do bairro onde moravam, ela inclusive largou ele e se casou com o rapaz e teve um filho. Todas as mulheres da região julgaram, falaram e tal. Hoje ela é separada e os dois homens são os melhores amigos!!!

    Falta realmente esse “despertar” feminino, de julgarmos menos, vivermos ais e aprendermos uma com as outras.
    Toda mulher tem detro de si uma dualidade entre “a anjinha” e a “putinha”. Agora porque só a anjinha merece menções boas??? Vamos olhar com bons olhos “a putinha” existente em cada uma de nós!!!
    A mulher tem domínio sobre o desejo e sua vida sexual pode fazer dela o que quiser!!!
    Não sejamos hipócritas, quantas mulheres chegaram ao poder, a fama ou tem tanto sucesso em diferentes áreas da vida social após usar de algum artefato feminino???
    Ah, que saudades da Derci Gonçalves que defendia a mulher, que dizia que ser Puta era um grande orgulho, porque se toda mulher é uma puta, devemos lembrar aos homens que todos eles vieram de uma!!!
    Se nossas amigas usam dos dotes sexuais, do corpo ou da sexualidade pra conseguirem algo, sendo pagas ou não é um problema e uma questão pessoal de cada uma.
    Não levantemos a bandeira, a história e o machismo já nos condenou por tanto tempo, porque nos condenaremos umas às outras????

    Despertem mulheres, abram seu seio pra vida, amamentem seus sonhos, vamos parir união entre nós. Quando uma mulher vencer, vamos aprender com ela. Se não gostarmos dela, vamos apenas analisá-la e dar seus méritos como vencedora, o que não gostarmos faremos em nossa vida diferente!!!

    Não vamos falar mal de nossas chefes, nossas concorrentes, nossas rivais, vamos aprender com todas elas e sermo mais “homens”, mais unidas!!!

    Afinal de contas, fala-se tanto e “putas” da prostituição, mas vocês já viram que existem mais casas de massagens, puteiros e casa de shows do que motel????
    E num futuro, vocês acham que essas mulheres morrem na prostituição???? Não!!!! Não!!!
    Elas voltam pra sociedade, estão aí, são nossas médicas, enfermeiras, nossas advogadas, nossas amigas, nossas chefes e até mesmo podem ser parentes bem próximas ou até mesmo, nossas próprias mães!!!

    Estudei com uma garota no colegial que largou os estudos pra fazer programa, anos atrás fui com uma amiga num casamento e lá estava ela, com família, filhos, marido..como ela mesa me disse, tudo passa.

    As putas casam, sabiam???? E muitas depois de casadas viram putas.
    Mas em geral são ótimas mães, boas esposas e tem uma vida psicológica muito bem resolvida e são menos frágeis que as demais mulheres, porque conhecem mais a vida, conhecem mais os homens e se conhecem.

    A Val Marchiori é uma mulher que venceu, só isso!!
    É mais um exemplo entre tantas; Luciana Gimenez, Adriane Galisteu, Xuxa, Vera Fischer, entre tantas outras mulheres.

    Quem vai julgá-las???? Nós?????

    Por que????

    O Grande Mestre disse um dia; atire a pedra quem não tiver pecados!!!

    Posso dizer, mesmos que sejamos isentas dos erros de outras mulheres, não seremos melhores falando mal ou denegrindo elas!!!

    Filhas de Eva, por séculos carregamos a origem do pecado em nossas costas, o mundo moderno se dobra à nossos pés, está na hora de tomarmos nosso lugar, aceitando as diferenças e aprendendo a aplaudir cada mulher que sobe um degrau sentido aos céus e ao Olimpo!!!

    E quem for Mulher, que fique feliz a cada outra Mulher que Vence!

  20. Comedor de Pizza disse:

    PUTA é o termo utilizado para designar aquelas mulheres que fazem sexo em troca de alguma vantagem, geralmente de ordem material e/ou financeira.

    Historicamente as PUTAS são taxadas como mulheres de mau caráter. Mas mulheres de mau caráter existem independente de serem putas ou não. O termo PUTA foi banalizado e se tornou um adjetivo pejorativo de uso genérico.

    Quanto às “Verdadeiras Putas”, eu não me considero no direito de criticar uma mulher que resolve ser puta porque não teve outra opção na vida para sobreviver.

    Chamar determinadas mulheres de PUTA em alguns casos pode ser uma ofensa às “PUTAS de verdade”, pois estas podem estar muito acima delas em termos de dignidade.

    E as mulheres que se casam por interesse ?
    Eu as considero como putas de cliente único. O que as diferencia das putas convencionais é a quantidade de clientes.

    Será que todo homem casado tem uma esposa ao lado motivado pelo amor verdadeiro ?

    Eu tinha amizade com uma mulher que afirmou que ama o marido mas jamais se casaria com ele se ele fosse pobre. Isso me gerou a seguinte dúvida, no fundo ela ama o marido ou a condição que ele pode proporcionar. Isso mostra a diferença entre ter uma COMPANHIA ou uma COMPANHEIRA.

    Embora seja algo isento de romantismo, a relação entre uma “puta de verdade” e o cliente é a mais honesta que pode haver entre um homem e uma mulher. Cada uma das partes sabe o real motivo pela qual foi procurado(a). Ninguém engana ninguém.

    Este assunto é extenso e dá margem para muitas discussões.

    • Não condeno quem casa por interesse. Cada um sabe a vida que leva; valorizar o amor é só uma das muitas opções que temos na vida. Duvido que um homem rico e idoso ache que uma mulher extremamente jovem muito bonita está com ele pela barriga de tanquinho. Cada um sabe o que pode dar e o que quer receber, acho que ninguém é burro e as relações humanas não se baseiam em um único sentimento. Então também não classifico de putas mulheres que se casam por interesse, nem de cafajestes os homens que fazem o mesmo.

  21. tamiris disse:

    qria sabr pq as mulheres sao putas e os homens sao galãs?nao iremos acabar cm o machismo se as proprias mulheres de putas entre outras coisas. isso foi so um geito os homens encontraram para nos controlar. e aprendam MULHER NAO DÁ, MULHER COME!. parabens pelo projeto

  22. Alicia disse:

    Eu tenho só uma coisa a dizer:
    PUTA OU NÃO, aplausos a ela, pois soube fazer a coisa bem direitinho, já que usou o corpo pra chegar onde chegou, soube usar, afinal conquistou o topo.
    Eu a odiava, agora até admiro, e confesso que ter dado uns bons tapas na cara dela e do meu marido, hoje é motivo de risos, eu bati na cadela mais famosa do Brasil no momento kkkkkkkkkkkkkkk ainda bem que ela desistiu do meu marido, certamente não estaria onde está.
    Parabéns Val fez juz a tudo que ralou na sua juventude (17 anos atrás).
    A vida é feita de escolhas… vc soube fazer a escolha certa.

  23. [...] Por isso, se quisermos quebrar esse ciclo de violência dos homens em relação às mulheres, urge que nós mesmas paremos de nos agredir. Para iniciar esse exercício de civilidade, por favor, não chame a coleguinha de puta! [...]

    • Tania disse:

      Sr. Evaldo,

      faça o favor de, ao menos, respeitar seus filhos e sua familia. Quando digo filhos, digo também à respeito dos filhos que o senhor tem com a tal de Val.

      ao que parece o senhor não sabe o que é respeito, senão não jogaria ao vento a sua vida particular, tampouco suas aventuras sexuais.

      sua postura demonstra seu caráter. ~

      Homens, com H maiusculo, respeitam a mãe de seus filhos. Se o senhor respeitasse a mãe de seus filhos, primeiro, não pularia cerca, segundo, não desrespeitaria a outra.

      É UMA VERGONHA UM homem (no seu caso em minusculo) QUE JOGA AOS QUATRO VENTOS QUE SÓ ASSUMIU OS FILHOS APÓS EXAME DE DNA.

      Eu teria vergonha e ódio de um pai deste.

      pense nisso e respeite o próximo, a começar pelos seus filhos.

  24. Franco disse:

    E se for puta mesmo, como é que fica?

  25. debora disse:

    oi eu por negligencia e rebeldia minha acabei saindo de casa…vim embora para são paulo…fiquei com um rapaz ,,mas acabamos indo morar juntos tivemos uma filha ..no começo era como se fosse outra pessoa do q é hoje …me chama de vadia,vagabunda,ladra diz para os outros que me tirou do puteiro,sendo q nunca nem vi um…levo minha filha para creche todos os dia para ir trabalhar,para poder ter e um lugar onde m0ora e algo para comer….não tenho ninguem aki a não ser parentes dele..q claro não me defendem…nós milheres inves de julgar umas as outras tinhamos que nos defender talvez assim tivessemos mais valor….

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